Produção de conteúdo: venda ou interatividade?

A entrada da Internet trouxe alterações em nossos meios de comunicação, sem sombra de dúvida! A TV ainda lidera a publicidade com 62,9%, segundo dados do Kantar Ibope Mídia, seguido pela Internet, com 9,7%, TV paga com 9,2%, jornais com 8,2%, revistas com 4,6%, rádios com 3,6%, mídia exterior com 1,3% e cinema com 0,6%. Com o “pacote” de alterações veio a proliferação de conteúdo e o aumento na velocidade de sua propagação. A abundância de plataformas disponíveis nos obrigou a deixar de lado o pensamento linear e nos obrigou a um esforço criativo quase surreal. As redes sociais interconectam tudo e todos e os smartphones tornam a interação instantânea e obrigatória.

O papel da mensagem dentro do novo contexto

A mensagem deixa seu papel estático e a narrativa amplia seus horizontes, atingindo o contato humano. Com isto, a produção de conteúdo se torna obrigatória. O consumidor adota um comportamento multi plataforma: compramos praticamente tudo, sem precisar sair de casa. Uma única mídia não causa tanto impacto. O que faz a diferença é o conjunto da obra realizada. Hoje somos capazes de identificar os desejos de nosso público com riqueza de detalhes, mas temos um enorme desafio: fazer com que o cliente clique em NOSSO conteúdo. E um desafio ainda maior: fazer com que VOLTE a buscar mais. Marcas deixam de concorrer com marcas. A concorrência é com pessoas! Como entender o comportamento (exigente) do consumidor? O que os levam a ler esta ou aquela notícia? Como nosso consumidor busca por aquilo que precisa (ou quer)?

Melhor meio de divulgação

O vídeo vem ganhando destaque entre as empresas. O público, principalmente o público mais jovem, elege o Youtube, Facebook, Netflix, e ganhando cada dia mais espaço, o Snapchat, como sua nova maneira de ver TV. Seus canais possuem segmentações e características específicas, além de ser interativos. Hoje, o consumidor ganhou status de “parceiro”. A empresa deixa o “monólogo” e engatinha para o “diálogo” como forma de atrair e, principalmente, manter o consumidor. Com a tecnologia (VR) - sucesso com o game Pokémon Go - logo os consumidores terão participação ativa nos roteiros. Como iremos nos adaptar a aquela crescente publicidade “on demand”? Como disse um colega meu: "-se for muito fácil, não tem graça!"